Product DesignIdentidade Visual0→1

ProLoot

Conceito, identidade e produto para um novo modelo de apostas baseado em habilidade real: o usuário compete valendo dinheiro com base no próprio desempenho.

3 mil+
cadastros no beta access via waitlist
R$2,50
CPL na aquisição, tráfego majoritariamente pago
0→1
Do conceito à validação com identidade completa

Contexto

E se você pudesse apostar em si mesmo?

Sempre tive uma relação próxima com jogos competitivos. A lógica de evolução, a ideia de que resultado está diretamente ligado a habilidade: isso sempre foi o que mais me puxou.

Com o tempo, percebi um contraste claro com o mercado de apostas tradicional: o usuário não tem controle sobre o que está apostando. Ele assiste o resultado acontecer nas mãos de outra pessoa. O ProLoot nasceu da pergunta: e se o jogador pudesse competir valendo dinheiro com base no próprio desempenho?

O projeto foi concebido e validado junto com meu irmão, com complementaridade técnica e envolvimento direto com o problema desde o início.

Antes de partir pra construção, testamos a demanda. Uma landing com lista de beta trouxe mais de 3 mil cadastros, a maior parte via tráfego pago, com um CPL em torno de R$2,50. A intenção do público estava provada antes de qualquer decisão técnica.

ProLoot: landing page do beta access

Problema

A infraestrutura não existe. O desafio começa aí.

Não existe uma forma simples, confiável e escalável de usuários competirem entre si valendo dinheiro com base em desempenho real. Os obstáculos eram estruturais, ligados a dados e validação, muito antes de qualquer questão de interface.

Validação de resultado
Como confirmar que o desempenho foi real, sem possibilidade de manipulação? Sem dados externos confiáveis, o sistema não funciona.
Risco de fraude
Qualquer produto com dinheiro em jogo precisa de uma camada robusta de validação. Sem ela, o modelo quebra antes de escalar.
Ausência de padrão
Cada jogo tem API diferente, com cobertura e política de acesso distintas. Não existe infraestrutura universal.
Dependência de terceiros
O produto inteiro depende de acordos com plataformas externas. Uma mudança de política pode inviabilizar o modelo.

Exploração

Dados primeiro. Interface depois.

A decisão foi não projetar interface antes de entender o que era tecnicamente possível. Sem dados confiáveis, qualquer fluxo seria construído sobre uma hipótese inválida.

  • Steam: permite autenticação via OAuth, mas não fornece dados granulares de partida. Insuficiente para validação de desempenho.
  • APIs da Riot (Valorant, LoL): boa cobertura de dados, mas acesso comercial restrito e dependente de aprovação.
  • APIs de outros jogos competitivos: cada plataforma tem suas próprias regras. Não existe padrão entre elas.

O insight mais importante do projeto: a viabilidade depende da qualidade dos dados, e essa base precisa estar de pé antes de qualquer decisão de interface. Desenhar antes disso é desperdiçar tempo no lugar errado.

Meu papel

Conceito, identidade e produto

Fui responsável pela concepção do modelo, pela identidade visual e pelo design do produto:

  • Definição do conceito e da hipótese de negócio
  • Criação da identidade visual completa: logo, paleta, estética e linguagem
  • Estruturação das regras de negócio e dos fluxos do produto
  • Validação de demanda: landing de beta, tráfego pago e leitura de CPL
  • Análise técnica de viabilidade com APIs externas
  • Validação do conceito e da viabilidade junto com meu irmão

Aprendizados

O que esse projeto me ensinou

  • Validação técnica antes de design. Em produtos com dependência de dados externos, a arquitetura precisa ser provada antes da interface.
  • Confiança é o produto em sistemas financeiros. A percepção de segurança é o que faz o usuário ficar e depositar.
  • Limitações técnicas definem o produto. O escopo real é determinado pelo que as APIs permitem, dentro do que dá pra construir de fato.
  • Alguns problemas são técnicos antes de serem de design. Há questões que precisam de solução de arquitetura antes de qualquer decisão de interface.
  • Proximidade com o problema acelera decisão. Trabalhar com alguém que também vive o contexto elimina ciclos longos de validação.
Dupla Aposta